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Bexiga e Trato Urinário · Fortaleza, CE

Perder urina é comum. Mas comum não quer dizer que você precise conviver.

Muita gente troca a consulta por um protetor diário e segue assim por anos, achando que é consequência do parto, da idade ou da cirurgia. A incontinência tem tipos diferentes, causas identificáveis e tratamento que, na maioria das vezes, começa sem cirurgia nenhuma.

Dr. Érico Diógenes, urologista em Fortaleza

O tipo define o tratamento

OS QUATRO TIPOS DE INCONTINÊNCIA

Identificar em qual grupo o quadro se encaixa é o passo que muda tudo: o que funciona para um tipo pode não fazer diferença nenhuma em outro.

De esforço

Tossir, rir, correr

A perda acontece quando a pressão dentro do abdome aumenta e o mecanismo de fechamento da uretra não segura. Não há vontade de urinar antes: o escape simplesmente ocorre.

Mais comum em mulheres após partos e na menopausa, e em homens após cirurgia de próstata.

De urgência

Vontade súbita

A vontade chega de repente e forte, e a urina escapa antes de chegar ao banheiro. Está associada à bexiga hiperativa e às contrações involuntárias do músculo vesical.

Costuma vir acompanhada de frequência aumentada e de idas ao banheiro à noite.

Mista

Os dois juntos

Combina esforço e urgência na mesma pessoa. É frequente, e o tratamento começa pelo componente que mais incomoda no dia a dia.

Exige avaliação cuidadosa para definir qual mecanismo predomina.

Por transbordamento

Bexiga que não esvazia

A bexiga não se esvazia direito e a urina acumulada transborda em pequenas quantidades. Costuma vir com jato fraco e sensação de esvaziamento incompleto.

Merece avaliação mais urgente: a retenção prolongada pode comprometer os rins.

As causas não são as mesmas

EM MULHERES E EM HOMENS

Em mulheres

  • Gestação e partos vaginais, que distendem a musculatura do assoalho pélvico
  • Menopausa, pela queda de estrogênio e alteração dos tecidos da uretra
  • Cirurgias pélvicas prévias, incluindo histerectomia
  • Obesidade, que aumenta a pressão abdominal de forma crônica
  • Tosse crônica, por tabagismo ou doença respiratória
  • Constipação intestinal de longa data

Em homens

  • Cirurgia de próstata, principalmente prostatectomia radical por câncer
  • Obstrução prolongada pela próstata aumentada, que altera o funcionamento da bexiga
  • Doenças neurológicas, como Parkinson, AVC e lesões medulares
  • Radioterapia pélvica prévia
  • Diabetes de longa data, pelo efeito sobre os nervos da bexiga

Quase sempre começa sem cirurgia

COMO SE TRATA

1

Fisioterapia do assoalho pélvico

Primeira linha em boa parte dos casos, sobretudo na incontinência de esforço. O trabalho é de fortalecimento e coordenação, com profissional especializado, e exige constância para dar resultado.

2

Medidas comportamentais

Controle de peso, ajuste de líquidos, tratamento da constipação e da tosse crônica, e treinamento vesical quando há componente de urgência. São medidas simples que mudam o resultado das demais.

3

Medicamentos

Têm papel principalmente na incontinência de urgência, atuando sobre a atividade involuntária da bexiga. Na incontinência de esforço pura, o benefício medicamentoso é limitado.

4

Procedimentos cirúrgicos

Para casos que não respondem às etapas anteriores existem opções como os slings, e no homem com incontinência após cirurgia de próstata, o esfíncter urinário artificial. A indicação é individual e discutida em detalhe.

Avaliação em Fortaleza

A CONSULTA QUE MUITA GENTE ADIA POR ANOS

A incontinência urinária é uma das condições que mais afeta a rotina e uma das que menos chega ao consultório, por constrangimento. A avaliação é objetiva: entender quando a perda acontece, o que a desencadeia e qual mecanismo está envolvido.

Dr. Érico Diógenes atende no Pátio Dom Luís, na Aldeota, de segunda a sexta, das 8h às 18h.

Dr. Érico Diógenes, urologista em Fortaleza

DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE INCONTINÊNCIA URINÁRIA

Perder urina ao tossir é normal depois de ter filhos?

É frequente, mas frequente não é o mesmo que normal, e sobretudo não é algo para aceitar. A incontinência de esforço após partos tem tratamento, e a fisioterapia do assoalho pélvico resolve ou melhora muito boa parte dos casos sem precisar de cirurgia.

Homem também tem incontinência urinária?

Sim. A causa mais frequente é a cirurgia de próstata, especialmente a prostatectomia radical por câncer. Há também casos ligados a obstrução prolongada e a doenças neurológicas. O tratamento existe e vai da fisioterapia ao esfíncter artificial.

Usar absorvente resolve?

Resolve o constrangimento imediato, não a causa. Muita gente convive anos com protetor diário sem nunca ter sido avaliada, e nesse meio tempo o quadro costuma progredir. O absorvente é apoio durante o tratamento, não substituto dele.

A cirurgia é sempre necessária?

Não. A maioria dos pacientes começa e permanece em tratamento conservador, com fisioterapia e medidas comportamentais. A cirurgia entra quando essas medidas não bastam e o impacto na vida é significativo, e é decidida caso a caso.

Qual a diferença entre incontinência e bexiga hiperativa?

Bexiga hiperativa é a urgência e a frequência, que podem ou não vir com perda de urina. Incontinência é a perda em si, e pode ocorrer sem urgência nenhuma, como no escape ao tossir. Os dois se sobrepõem com frequência, e por isso a avaliação precisa distinguir o que predomina.

Beber menos água ajuda?

Não, e pode piorar. Urina muito concentrada irrita a bexiga e agrava a urgência, além de favorecer infecção e cálculo. O ajuste correto é distribuir melhor os líquidos ao longo do dia e reduzir o consumo nas horas que antecedem o sono, não restringir o total.

Onde nos encontrar

Pátio Dom Luís

Av. Dom Luís, 1200, Sl 705, Torre 2
Aldeota, Fortaleza, CE

Segunda a Sexta: 8h às 18h

(85) 98178-1020

Pronutrir Oncologia

R. Atilano de Moura, 530
Guararapes, Fortaleza, CE

Segunda a Sexta: a partir das 7h30

(85) 3262-0183

Uno Medical & Office

Av. Pontes Vieira, 2340, 3º Andar
Dionísio Torres, Fortaleza, CE

Segunda a Sábado: 8h às 18h

(85) 3034-8686

Protetor diário não é tratamento. Existe solução.

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